Uma Técnica Para Vencer a Depressão Sem Remédio
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Uma Técnica para Vencer a Depressão Sem Remédios (Parte 01)

Uma Técnica para Vencer a Depressão Sem Remédios (Parte 01)

Você está com Depressão ou ansiedade? Sua vida é muito estressante e ao mesmo tempo monótona? Você já procurou médicos e psicólogos, inclusive já toma antidepressivos ou ansiolíticos? Mas os sintomas teimam em continuar? (Para saber sobre sintomas da Depressão leia este Artigo O que é a Depressão, Clicando Aqui).

Então leia este texto até o final pois irei lhe ensinar uma técnica que irá lhe ajudar a Vencer a Depressão. Este Artigo foi dividido em Duas partes, porque ele ficou muito grande. Na primeira parte você irá entender esta técnica, irá saber como funciona e sua importância, que logo publicarei a segunda parte do Artigo que lhe mostra como colocar em prática. Invista um pouco do Seu Tempo para ler todo este artigo.

Eu descobrir esta técnica a partir da leitura de textos das obras de David Servan-Schreiber, Les Parrot, António Damásio, Daniel Goleman, Inclusive do teólogo Richard Foster.

Sendo que eu vou tentar expor as ideias científicas destes pesquisadores de forma simples e compreensiva. Para que você possa entender e colocar em prática.

Então eu vou começar te contando uma fábula.

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O Reino de Corp

Em uma terra nem tão distante, havia um reino chamado “Corp”. O Domínio deste reino vinha desde das plantas dos pés de duas pequenas montanhas, que dava início a duas cadeias de montanhas que se encontravam numa região chamada de virilha, A partir desta região se formava uma grande planície chamada de “Tora”. Desta Planície saia dois braços de rios prósperos e bastante movimentados. E na extremidade de “Tora” bem ao norte havia uma montanha, que também era chamada de ponte, que ligava Tora a “Cabeça” o ponto mais alto do reino, onde se localizava grande parte da administração do reino.

O Reino tinha de prontidão, dois grandes sentinelas responsáveis pela segurança e pelas relações públicas de todo o reino. Seus Nomes era “Libi” e “Novo”

Libi era extremamente emocional e aventureiro, muito guiado por seus instintos, já Novo era racional e prudente, fazia de tudo para manter a postura e o equilíbrio com os demais reinos. O Rei dava total independência para os dois Sentinelas seguirem um determinado padrão em caso de uma ameaça ou oportunidade.

Certo dia, numa noite escura e com névoa um grande exército marcha na direção do reino, com bandeiras desconhecidas e ameaçadoras, imediatamente Libi informa todo o reino sobre a ameaça e dar um comando para o Centro de Distribuição liberar imediatamente armas, Novo está quieto, buscando mais informações, de repente a névoa baixa e é possível perceber que se trata apenas de uma marcha religiosa de um reino amigo. Imediatamente Novo fala com Libi, para recolher as armas e acalmar todo o reino. O que acontece imediatamente, apesar dos pequenos murmúrios de alguns moradores do reino, frente ao susto de um alarme falso.

Aquela marcha religiosa, passa a ser corriqueira e Libi não a enxerga mais como uma ameaça, mas ele mal sabia, que aquela marcha não passava de uma simulação, que visava se aproximar do reino para lhe atacar. E foi o que aconteceu.

Libi imediatamente passa a informação do ataque, que imediatamente chega na planície onde fica o centro de distribuição do reino, chamado de coração, que disparou com toda a violência uma distribuição de armas, suprimentos energéticos e inclusive ordens para fugir se necessário. Novo ficou paralisado frente ao ataque, mas em meio aquele momento de crise ele procurou se comunicar com o agressor, que tempo depois de conseguir invadir parte do reino, fugiu deixando um grande estrago para traz.

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Libi e Novo perdem a Harmonia.

Novo perdeu a credibilidade frente ao resto do reino, Libi por sua vez se sente culpado por ter sido enganado, mas ele irá fazer de tudo para que isso não se repita novamente. O Rei está ferido e triste, mas ele sabe do potencial de Novo e continua a acreditar nele.

Mas o resto do reino, está com medo e passa confiar cegamente em Libi e não mais em Novo.

O perigo havia passado, não havia motivo para estar armado, não havia motivo para todo mundo está tenso e alerta, pois o momento era de total segurança. Mas assim mesmo Libi, continuava dando ordens a todo tempo ao Coração para enviar armas e suprimentos para todo o reino, a questão era que a energia do reino estava se esgotando com tamanha operação ocorrendo o tempo todo.

O centro de distribuição estava a mil, as mensagens chegavam de forma incompleta e confusa em todo o reino, inclusive na cabeça, fazendo com todo o reino sofresse. Novo tentava falar com Libi, que não atendia ou entendia as informações de Novo, já que algum tempo atrás uma grande desgraça havia acontecido ao reino por uma informação passada por Novo.

A situação era triste e caótica, o reino não suportaria viver em constante estado de guerra, suas economias estavam desvaindo, o centro de distribuição já estava desgastado e falho, ele já não aguentava mais trabalhar a este ritmo.

O Rei conversava com Novo sobre esta situação, a questão era que Novo não era mais ouvido por Libi e a situação era insustentável. Libi também estava cansado, mas não iria desistir de proteger o reino, Novo também estava exausto, pois ninguém conseguia dormir naquela situação. E o rei não sabia mais o que fazer diante de todo aquele caos. Ele procura ajuda externa, é mandado medicamentos, conselheiros e todo tipo de ajuda, mas Libi instintivamente não desistia daquele estado de guerra.

Novo sabia que algo deveria ser feito, Novo sabia que Libi deveria parar, o Rei já havia dado esta ordem, mas Novo não sabia como fazer que Libi entendesse que aquele momento não era mais de guerra, que era impossível o reino viver em constante estado de guerra, caso contrário ele se auto destruiria.

As informações que chegavam em todo o reino eram desencontradas e tensas, havia uma tristeza em cada olhar, todo o reino começou a entrar em um estado de caos, a verdade era aquele estado de guerra, contra um inimigo invisível estava provocando uma guerra civil dentro do reino.

Uns diziam que o inimigo não existia e outros diziam que sim. E o coração estava exausto com toda aquela situação.

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O Rei Conversa com o Coração

Foi quando o Rei com a Ajuda de Novo conversou com o Coração, Ele o acalmou, disse que tudo havia passado, que não havia mais nem sinal do inimigo no horizonte, os demais reinos aliados, já haviam aprisionados o rei que havia atacado. E que o seu exército havia sido dizimado. Um tempo de paz havia chegado, era hora de descansar.

Foi quando o Centro de distribuição desacelerou, ele parou de enviar armas e suprimentos. Mas ele passou a enviar vinho e demais mantimentos para que houvesse uma festa. E isto de forma, calma e tranquila. O Coração desacelerou.

Esta informação chegou também na cabeça e Libi entendeu através das informações do coração de que o perigo não existia mais. Ele começou a se harmonizar, ou melhor, a concordar com as informações vindas do Centro de Distribuição. Isso permitiu que Libo fizesse as pazes com Novo e o Rei passou a viver em paz novamente.

De repente todo o reino passou a entender que o perigo de um ataque não mais existia, que o inimigo não conseguiu derrotar o reino de Corp e que em meio a toda aquela turbulência havia motivo sim para festejar, para se acalmar e agradecer a Deus, porque o reino não foi destruído.

Novo passou novamente a ganhar credibilidade e confiança junto a Libo, e libo pode ouvir e obedecer novamente a Novo e o rei passou a ter controle novamente sobre todo o reino.

Quando o Coração começou a agir de forma diferente, todo o Reino de Corp começou a responder de forma diferente a toda aquela crise. E o Rei You pode novamente ter concentração, eficácia e paz para liderar todo o seu reino. E então ele foram felizes para sempre…

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Os Dois Cérebros

Agora deixa eu te explicar um pouco mais sobre inteligência emocional, mas desta vez a partir de nossa fisiologia, para tanto vou usar a explicação do Dr. Damásio e vou aplicar a história acima.

Segundo ele, o cérebro humano compreende duas partes principais. No fundo do cérebro, em seu centro, está o nosso cérebro primário (Libo), que temos em comum com todos os outros mamíferos. Esse cérebro foi chamado por Paul Broca, de cérebro “límbico”. Ao redor do cérebro límbico, existe uma camada muito mais recente, como se fosse um segundo cérebro, conhecida como “neocórtex” (Novo), o que significa “nova casca” ou “novo invólucro”.

De acordo com o dr. Damásio, nossa vida mental surge de uma luta constante para equilibrar esses dois cérebros. Por um lado, há o cérebro cognitivo – consciente, racional e voltado para o mundo exterior (neocórtex). Por outro, o cérebro emocional –  inconsciente, antes de tudo preocupado com a sobrevivência e, acima de tudo, unido ao corpo (límbico). Embora os dois “cérebros” estejam altamente conectados e dependam constantemente um do outro, visando um funcionamento integrado, cada qual contribui de modo diverso para a nossa experiência de vida e para o nosso comportamento.

O cérebro emocional tem uma organização muito mais simples do que o neocórtex. E ele é muito mais rápido e mais ágil do que o “Novo Cérebro”, tudo isso para garantir a nossa sobrevivência. Para entendermos melhor, vamos supor que você está andando numa floresta escura, você ver um pedaço de pau parecendo uma cobra, o nosso cérebro límbico imediatamente aciona uma reação de medo.

Antes mesmo que o resto do nosso cérebro possa determinar que é apenas um pedaço de pau inofensivo, o nosso mecanismo de sobrevivência do cérebro emocional acionará a resposta que julgar melhor, frequentemente baseado em informações parciais, incompletas e, às vezes, errôneas.

Muitas vezes o cérebro emocional continua no controle, mesmo depois do “Cérebro Racional” não perceber mais nenhum perigo, ainda assim a sensação de medo, de agonia e de escape em nosso corpo continua ativa. Revelando uma completa desarmonia entre os dois cérebros.

Ou seja, os dois cérebros – o emocional e o cognitivo – recebem informações do mundo exterior mais ou menos simultaneamente. Mas, eles podem cooperar ou competir entre si sobre o controle do pensamento, das emoções ou do comportamento.

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As Interações entre os dois Cérebros nos fazem felizes ou infelizes

O resultado dessa interação – cooperação ou competição – determina o que sentimos, nossas relações com o mundo e nossos relacionamentos com os outros. A competição entre os dois, pouco importa a forma que tome, nos torna infelizes.

Quando os cérebros emocional e cognitivo trabalham em conjunto, sentimos o oposto – uma harmonia interna. O cérebro emocional nos dirige rumo às experiências que buscamos. O cérebro cognitivo tenta fazer com que cheguemos lá do modo mais inteligente possível. Da harmonia resultante vem o sentimento “Estou em paz comigo mesmo. Estou bem”, o qual é um fator determinante para que aconteça experiências duradouras de bem-estar.

O Cérebro emocional (Libi) é o sentinela Instintivo de nossa existência. Quando ele percebe algum perigo ou uma oportunidade excepcional – um parceiro em potencial, ou um território, ou um bem valioso-, aciona um alarme. Em milésimos de segundo ele cancela todas as operações e interrompe todas as atividades no cérebro cognitivo. Essa reação capacita todo o cérebro a, instantaneamente, concentrar os seus recursos no que é essencial para a sobrevivência.

Por exemplo você está dirigindo o seu carro com a sua família, vocês vão cantando e brincando, mas de repente vem um grande caminhão a sua frente se desviando de buracos na pista, imediatamente o Cérebro Límbico corta suas distrações e utiliza todo o seu poder de concentração para o caminhão a sua frente, até que ele tenha passado. Ou você está conversando numa lanchonete e você interrompe a conversa para apreciar uma linda mulher que chegou, ou então você suspende a conversa imediatamente ao ver alguém estranho se aproximando de seus filhos.

Sendo assim, quando nossas emoções são fortes demais, o predomínio do cérebro emocional sobre o cognitivo começa a assumir nossa atividade mental. Então perdemos o controle sobre nosso fluxo de pensamentos e não agimos em nosso melhor interesse a longo prazo. De fato, nós nos descobrimos “emotivos demais” ou mesmo “irracionais”. E como se houvesse um curto circuito entre nossas forças racionais e emocionais.

Electrical spark between two wires (space for text).

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O Curto Circuito

Segundo o Dr. David Servan na prática médica, vemos dois exemplos muito comuns desse curto-circuito: O primeiro é chamado de “desordem por stress pós-traumático”. (PTSD ou Post-traumatic Stress Disorder) e o segundo são os ataques de ansiedades.

No primeiro exemplo, após um sério trauma – por exemplo, um estupro ou assalto violento -, o cérebro emocional age como um sentinela digno de confiança, que foi pego em “calças curtas” e que quer compensar este fato sendo mais ativo. Desta forma, a “desordem por stress pós-traumático” dá o alarme a todo instante, como se o cérebro emocional não pudesse ter certeza de que agora tudo está seguro.

Já vi isto acontecer com uma pessoa vítima de um sequestro relâmpago, que não conseguia mais entrar em um taxi. Meses após o ataque, seu corpo ainda ficava paralisado assim que se aproximava do Shopping onde tudo começou.

O segundo exemplo, a saber os ataques de ansiedade, que os psiquiatras também chamam de síndrome de pânico os sintomas são tão arrebatadores que as vítimas acreditam que vão ter um ataque cardíaco. O cérebro límbico, de repente, assume todas as funções do corpo. O coração bate rápido demais; o estômago se contrai; pernas e mãos tremem; o corpo todo começa a suar. Ao mesmo tempo, uma inundação de adrenalina nocauteia as funções cognitivas. O cérebro cognitivo pode muito bem perceber que não há razão para tanto alarme, mas enquanto permanecer “fora do ar” não será capaz de organizar uma resposta coerente para tal situação. As pessoas que já passaram por esse tipo de experiência a descrevem claramente: “Meu cérebro ficou vazio; eu não conseguia pensar. As únicas palavras que conseguia me ouvir dizendo eram: ‘Você está morrendo – chame uma ambulância – imediatamente!”‘.

Por outro lado, o cérebro cognitivo (Novo) controla a atenção consciente e, assim, tem a habilidade de controlar as reações emocionais antes que elas fiquem fora de controle. Esse controle das emoções pelo cérebro cognitivo pode nos livrar do controle brutal da emoção e de uma vida totalmente controlada pelos instintos e pelos reflexos.

Por exemplo, quando vemos fotos de acidente de carro, ou de corpos humanos que sofreram violência, ficamos muito mal, mas não nos desesperamos porque nosso cérebro (Novo) mantêm o controle sobre a situação informando que não há perigo para nós naquele momento.

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Buscando o Equilíbrio

Portanto para viver em harmonia na sociedade humana, precisamos encontrar e manter um equilíbrio. Um equilíbrio entre nossas reações imediatas, nossos acessos de raiva, nossas ações instintivas e emocionais e as respostas racionais que preservam nossos elos sociais a longo prazo.

A inteligência emocional é mais bem expressa quando os dois sistemas – os cérebros cortical e límbico – cooperam constantemente. Nesse estado, nossos pensamentos, decisões e movimentos se fundem e fluem naturalmente, sem que precisemos prestar atenção neles.

Quando os dois cérebros estão em harmonia, a cada momento sabemos que escolha fazer. Perseguimos nossos objetivos sem esforço, com concentração natural, uma vez que nossas ações estão em harmonia com nossos valores. Esse estado de bem-estar é aquilo a que aspiramos continuamente.

Mas então vem a grande pergunta, como colocar estes dois cérebros em harmonia? Estou em Depressão, meu corpo está da mesma forma que o Reino de Corp, o meu Libi está a mil por horas, vivo angustiada, choro a todo instante, não durmo. Como faço para colocar em harmonia meu estado emocional, com a minha vontade de ser feliz.

A resposta está na História do Reino de Corp, você precisa conversar com o seu Coração.

Então vem a segunda pergunta, como faço para conversar com o Meu coração? Este é o assunto que irei tratar na parte dois deste artigo, que ainda irei publicar, fique ligado nos e-mails se você já é inscrita neste site, senão se inscreva. Compartilhe este texto, existe inúmeros pessoas precisando ler e entender pelo que elas estão passando.

 

Na paz,

 

Joazi

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Comments

  • Ricardoamojesus64@gmail.com
    julho 24, 2016

    Como deixar de tomar o remedio somalium que ja tomo a 9 anos . Mais eu me sinto normal mais quando não tomo fico tonto e um pouco ancioso .Como posso evitar isso quero deixar essa medicação de vez da minha vida q a unica medicação que eu quero pra minha vida para sempre e meu lindo JESUS CRISTO PORQ SOU CRISTÃO E NÃO ACEITO ISSO MAIS EM MINHA VIDA PECO A AJUDA A UM ESPECIALISTA PORQ O MEDICOS DOS MEDICOS DEIXOU E TE DEU SABEDORIA PARA AJUDAR A QUEM A NECESSITA .

    • agosto 2, 2016

      Ricardo, eu atendo muitas pessoas que me fazem esta pergunta. Eu sempre recomendo procurar o médico. ele irá lhe orientar a como fazer a desmama, ou seja, você irá diminuir aos poucos a dosagem do remédio. Pois devidos aos anos que você já toma os medicamentos o seu corpo está dependente desta formulação quimica. Segundo, você deve estabelecer uma técnica para compensar a falta desta composição quimica em seu organismo. Mas utilize esta técnica de forma religiosa. Esta técnica pode ser a Harmonização cardio/cerebral. Antes de parar, comece a pratica esta técnica. Então tome a decisão de parar.

  • doracunha2014@gmail.com
    junho 24, 2016

    Mto bom!Acho que é exatamente o que acontece comigo ,desarmonia dos dois cérebros!

    • julho 29, 2016

      Dora, Que bom que você gostou, leia os outros artigos.

  • Anônimo
    junho 10, 2016

    Kd a tecnica? So enrolacao

    • junho 22, 2016

      Querido, está nos outros artigos, eu dividi em três partes, porque ficou muito grande, para ter acesso direto clique aqui.

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