Uma Técnica Para Vencer a Depressão Sem Remédio (Parte 02)
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Uma Técnica para Vencer a Depressão Sem Remédios (Parte 02)

Para você entender este texto eu recomendo a leitura da parte 01, se você ainda não leu, volte e leia e o texto ficará claro para você. Então se você já leu, vamos continuar a nossa jornada.

Segundo David Servan-Schreiber nos últimos vinte anos, várias equipes de cardiologistas e psiquiatras começaram a descobrir que o stress é possivelmente um fator de risco muito maior para as doenças cardíacas do que o fumo. Também descobriram que um episódio de depressão seis meses antes de um infarto do miocárdio é um indicador mais acurado de risco de morte do que a maioria de outros exames cardiológicos

Sendo assim, é necessário prestarmos bastante atenção em nosso coração, porque quando estamos emocionalmente desequilibrado o nosso coração sofre e se desgasta. Quando Libi está ansioso e preocupado com a nossa existência, o Coração trabalha a mil.

Mas também há uma notícia boa, António Damásio diz que quando o nosso coração funciona de forma correta e equilibrada, ele também influência o nosso Cérebro emocional (Libi), provocando um Equilíbrio, uma sensação de paz e esta é uma descoberta espantosa

Daí de alguns cardiologistas e neurologistas chegarem ao ponto de supor a existência de um “sistema cardíaco-cerebral”, que não pode ser dissociado.

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Um Remédio Poderoso (A Farinha)

Para você ter ideia do poder desta descoberta, vamos pensar da seguinte forma.

Há muitos anos atrás, na escola de Profetas, existia uma farinha medicinal, ela era um remédio poderoso, capaz de harmonizar a inter-relação íntima entre o coração e o cérebro, ela trazia efeitos benéficos sobre todo o corpo.

Essa farinha miraculosa,  desacelerava o processo de envelhecimento, reduzia o stress e a fadiga frente aos desafios do dia a dia, ela ajudava a superar a ansiedade e os protegia da depressão.

Este medicamente, durante a noite, ajudava os profetas a dormirem melhor e, durante o dia, fazia deles pessoas mais eficazes, favorecendo o poder de concentração e suas

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E o melhor de tudo, ao ajustar o equilíbrio entre o cérebro e o resto do corpo, esta farinha abençoada ajudava os profetas a alimentar o senso de “fluxo”, que é sinônimo de bem-estar.

Se esta farinha existisse nos dias de hoje, ela seria ao mesmo tempo um antihipertensivo, um ansiolítico (droga antiansiedade) e um antidepressivo conjugados.

Com toda certeza, não haveria um único médico que não a receitasse. Que pena, que esse medicamento não mais existe. Ou ainda existe? E é isto que eu vou estar te ensinando.

Não se trata de um medicamento, mas de um método simples e eficaz disponível para todos. Ele cria condições necessárias para que haja harmonia entre o coração e o cérebro. Embora esse método só tenha sido descrito recentemente, vários estudos já mostraram seus efeitos benéficos.

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O Coração das Emoções

Experimentamos emoções em nosso corpo, não em nossa mente. Esta é uma verdade comprovada desde 1890, por William James, professor de Harvard e pai da psicologia norte-americana. Ele escreveu que uma emoção era, antes de tudo, um estado físico, e só acessoriamente uma percepção no cérebro.

Ele baseou suas conclusões nas experiências emocionais mais comuns. Quando falamos do medo dizemos  a expressão: “ficar com o coração na boca”, ou da alegria de “sentir o coração leve”, ou de estar de mau humor como “bile”, ou com a boca amarga. (coração pesado)

Para confirmar esta descoberta, você sabia que o Coração possui sua própria rede de neurônios semi-autônomos, e que o coração é, também, uma pequena fábrica de hormônios.

Ele produz seu estoque de adrenalina, que libera quando precisa funcionar com capacidade máxima (Provavelmente, foi uma das armas enviadas pelo Centro de Distribuição da nossa fábula, durante o estado de Guerra). O coração produz e controla a liberação de outro hormônio, o FNA (fator natriurético atrial), que regula a pressão sangüínea.

O Coração também produz sua reserva de oxitocina, geralmente chamada de “o peptídeo do amor”. (E o hormônio liberado no sangue quando uma mãe amamenta seu filho, durante o namoro e durante o orgasmo). Todos esses hormônios agem diretamente sobre o cérebro.

Mas eu acredito que uma coisa ficou claro agora, que as referências dadas ao coração nas palavras que usamos para descrever nossas emoções são mais do que meras metáforas.

Esta é a verdade o nosso coração percebe e sente. Ele estabelece seu próprio curso de ação. E, quando se expressa, influencia a fisiologia de todo o nosso corpo, incluindo o cérebro.

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A história de José.

Vou contar a história de um leitor meu, que irei chamar de José, o seu coração disparava e uma sensação de medo tomava conta dele, ele não sabia da onde vinha este medo, mas, este medo, era muito forte a ponto de seu coração ficar muito acelerado, passando a ideia que a qualquer momento ela não suportaria mais.

Devido ao medo de morrer e a sensação de tristeza que José vivia, ele procurou um psiquiatra, que o diagnosticou com síndrome do pânico e também receitou um antidepressivo. Mas seu coração continuou disparando do mesmo jeito.

Ele não sabia da onde vinha o medo, o seu “Novo” sabia que ele estava em segurança, mais o seu “Libi”, estava desesperado. Ele conversava consigo mesmo, mas o seu corpo não entendia o que ele queria dizer, seu corpo continuava com medo e extremamente alerta.

José só parou de ter as crises quando ele conseguiu dominar seu coração diretamente, sem a necessidade de medicamentos. Por meio da Harmonização Cárdio-Cerebral.

Através desta técnica ele conseguiu se comunicar com o seu coração e neste processo foi possível acalmá-lo, ou domá-lo. Eu posso dizer que ele “conversou com o Seu coração”. E isso possibilitou a diminuição progressiva das ritimias cardíacas e aquela sensação de medo e desespero sumiu. Depois de um mês de prática sistemática desta técnica não havia mais nenhum resquício daquele estado de pânico.

Com esta história é possível perceber que o relacionamento entre o cérebro emocional e o coração passa a ser uma das chaves para o domínio emocional.

Ou seja, quando aprendemos a controlar o nosso coração – literalmente – aprendemos a dominar o nosso Cérebro Emocional e vice-versa.

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Nosso sistema nervoso.

Isso acontece por causa de uma parte do nosso “sistema nervoso” (conhecido como periférico e autônomo) que regula o funcionamento de nossos órgãos. Todavia esta parte de nosso sistema nervoso está além do nosso controle consciente.

Este Sistema autônomo é constituído de dois ramos, começando no cérebro

emocional e se espalhando pelo corpo. O primeiro ramo, chamado de “simpático” libera adrenalina e noradrenalina, ou seja, quando o nosso cérebro emocional percebe perigo, ele, juntamente com o coração, libera este hormônio que nos torna mais apto para lutar ou fugir (Como Libi fez em nossa história). Sua atividade acelera o coração.

Já o segundo ramo, chamado de parassimpático, libera um neurotransmissor diferente, que promove estados de relaxamento e calma. Ele faz o coração bater mais devagar. Ele diminui a tensão, ou seja, ele nos tranquiliza.

Nos mamíferos, esses dois sistemas – o acelerador e o freio – estão constantemente em equilíbrio. É isso que nos possibilita uma adaptação rápida a uma enorme variedade de mudanças que podem ocorrer em nosso meio ambiente.

Por exemplo, imagine um roedor comendo seu alimento tranquilamente em frente à sua toca, ele pode parar a qualquer momento, levantar a cabeça, esticar as orelhas, vasculhar o horizonte como um radar e farejar o ar para detectar a presença de um predador. Mas ele percebe que não há perigo, ele imediatamente se tranquiliza e logo volta à sua refeição.

Esta fisiologia é essencial para a imprevisibilidade de nossa existência, devido a isto precisamos tanto de um breque como de um acelerador. E tal atitudes precisam estar funcionando muito bem, e precisam ser igualmente fortes para se contrabalançar caso a necessidade ocorra.

De acordo com o pesquisador norte-americano Stephen Porges, Ph.D., da Universidade de Maryland, o equilíbrio delicado entre os dois ramos do sistema nervoso autônomo possibilitou aos mamíferos desenvolver relações sociais cada vez mais complexas no curso da evolução.

As mais complexas entre elas parecem ser os relacionamentos amorosos, sobretudo a fase particularmente delicada do namoro. Quando um homem ou uma mulher, por quem estamos interessados, olha para nós e o nosso coração começa a bater loucamente, é porque nosso sistema simpático pisou no acelerador, talvez demais. Nestes momentos, não sabemos o que falar, comentemos “garfes”, ficamos nervosos.

Mas se inspirarmos profundamente para recuperar nosso equilíbrio, teremos a capacidade de conversar tranquilamente. Neste momento nós acabamos de pisar ligeiramente no breque parassimpático. Sem esses ajustes constantes, namorar seria um verdadeiro caos.

Entenda que o trabalho não é todo do cérebro, o coração faz mais do que simplesmente reagir à influência do sistema nervoso central: ele também envia fibras nervosas de volta à base do crânio, onde elas modulam a atividade cerebral. Além disso, o coração libera hormônios que regulam a pressão sangüínea e influencia o campo magnético do corpo, o “pequeno cérebro” no coração pode, assim, agir sobre o cérebro emocional por meio dessas conexões nervosas diretas.

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Coração e Cérebro Emocional, uma relação intima.

Só tem uma coisa, quando o coração perde seu equilíbrio, o cérebro emocional também é imediatamente afetado.

Isso pode ser o que José o leitor acima estava enfrentando.

Para você ter ideia desta verdade, uma pesquisa diferente já demonstrou que emoções negativas, tais como raiva, ansiedade, tristeza e até preocupações comuns, reduzem muito a variabilidade cardíaca e semeiam o caos em nossa fisiologia. Por outro lado, emoções positivas, como alegria, gratidão e sobretudo amor, parecem promover uma harmonia em nosso corpo.

Saiba que as agressões diárias ao equilíbrio emocional, quando sustentadas a longo prazo, sugam a energia, e os levam a sonhar com um emprego diferente ou, em suas vidas privadas, com outra família, com outra vida.

Para cada um de nós, os períodos caóticos em nossa fisiologia diária produzem uma verdadeira perda de energia vital. Confirmando isso, Shervan nos aponta um estudo envolvendo milhares de executivos em empresas européias, onde mais de 70% deles disseram estar “cansados”, e isto na “a maior parte do tempo” ou “o tempo todo”. E 50% deles disseram francamente que na verdade estavam “exaustos”.

Então surge a pergunta, como podem, homens e mulheres competentes e entusiasmados, cujo trabalho é parte essencial de suas identidades, chegar a esse ponto? Talvez seja, precisamente, devido ao acúmulo de períodos caóticos que eles mal podem notar.

Felizmente, nós também temos períodos intensos de Harmonia que nos dão energia para encarar a vida. Por que o estado de coerência cardíaca influencia outros ritmos fisiológicos. Em particular, a variabilidade natural na pressão sangüínea e nos ritmos respiratórios rapidamente se sincroniza com a harmonização cardíaca.

Esses três sistemas operam de forma idêntica. Esse focar de energia é provavelmente a razão por que, seis meses após uma sessão de treinamento em Harmonização cardíaca, 80% dos executivos que citados na pesquisa anteriormente não se declaravam mais “exaustos”. Só um em cada seis entre os que antes declararam estar sofrendo de insônia ainda tinham dificuldade para dormir.

Só um em oito que se declararam “tensos” continuavam a se sentir desse modo. Reduzir a inútil perda de energia talvez seja tudo o que é necessário para restaurar a vitalidade natural da nossa mente e do nosso corpo.

Entenda Não há nada de mágico ou misterioso em relação ao progresso alcançado por estes executivos. Todos os dias eles fizeram alguns exercícios sozinhos para vivenciar nos seus corpos a harmonização que irei ensinar a você.

Além disso, de vez em quando, eles deviam se lembrar de evocar esses mesmos sentimentos quando começassem a notar que a tensão estava se acumulando durante o dia.

Ao fazer desta forma, eles aumentaram e muito o equilíbrio de seus sistemas simpático e parassimpático. Em outras palavras, eles fortaleceram e ajustaram o “timing” do seu freio fisiológico.

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Concentrado-se no interior

Todos nós sabemos que o stress crônico produz ansiedade e depressão. Ele também tem um impacto negativo no corpo: insônia, rugas, pressão alta, palpitações, dores nas costas, problemas epidérmicos e digestivos, infecções crônicas, esterilidade, impotência sexual, tudo isso causado ou piorado pelo stress.

Em última análise, o stress crônico afeta as relações sociais e a performance profissional ao favorecer a irritação, ao empobrecer nossa capacidade de ouvir os outros, ao enfraquecer a concentração e favorecer o retraimento e a perda do espírito de equipe. Tais sintomas são típicos do que geralmente se denomina “esgotamento total”.

Esse termo é freqüentemente utilizado no trabalho, mas é também comum quando estamos presos em um relacionamento que suga toda a nossa energia. Quando estamos assim, a reação mais comum é se concentrar em condições externas. As pessoas dizem: “Se ao menos eu pudesse mudar minha situação, me sentiria muito melhor em relação a mim mesmo e meu corpo funcionaria melhor”.

Enquanto isso, rangemos os dentes. Temos ataque de raiva, uma enxorrada de pensamentos nos dominam. E como forma de solucionar esta situação.  Ansiamos pelo fim de semana e pelas férias. Sonhamos com dias melhores “depois”. Tudo vai dar certo “depois que eu terminar a escola… depois que arrumar outro emprego… depois que as crianças saírem de casa… depois que me separar de meu marido… depois que me aposentar…”. Infelizmente, quase nunca as coisas funcionam assim.

Problemas semelhantes tenderão a vir à tona em situações novas. O sonho do Jardim do Éden lá no fim da rua, no próximo cruzamento, rapidamente começa a se tornar nosso principal meio de lidar com o stress.

Deploravelmente, vivemos assim até o fim da vida. Pesquisas sobre o benefício da coerência cardíaca (ou Harmonização Cárdio-Cerebral) levam a uma conclusão radicalmente diferente: é preciso lidar com o problema invertendo-o. Em vez de tentar produzir continuamente circunstâncias externas ideais, temos de começar a controlar o que está dentro – nossa fisiologia.

Ao reduzir o caos fisiológico, e ao maximizar a coerência, automaticamente passamos a nos sentir melhor. Melhoramos nossos relacionamentos com os outros, nossa concentração, nossa performance e nosso lucro.

Pouco a pouco, as circunstâncias ideais que buscamos o tempo todo começam a surgir por si sós, mas esse fenômeno é como um subproduto, um benefício secundário da coerência. Uma vez que tenhamos dominado nosso próprio ser interior, o que acontece no mundo exterior tem menos poder sobre nós. E passamos a ter, inclusive, maior controle sobre o mundo.

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